O governador Eduardo Campos (PSB-PE) arrotou ontem, durante o pulo de ex-tucano Roberto Rocha para seu novo poleiro, que é o novo adversário de José Sarney, e que vai ajudar a tirar o Maranhão da merda, como preconizou seu mentor político Luiz Inácio Lula da Silva.
Dizem que Eduardo Campos deixou a festa de aniversário da sua matriarca para em endossar o voo do agora ex-tucano RR. Mas nem tudo é como parece. A saída de Rocha foi chancelada pelo próprio Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, conforme informação que nos chega de Recife.
Lá, em papo com Eduardo Campos, Guerra disse à repórter Rosália Rangel, de “O Diário de Pernambuco” que não via nenhum problema na saída do filho de Luiz Rocha. “Não vejo nenhum problema. Prefiro o PSB a qualquer outro partido”, babou Guerra, antigo aliado de Eduardo Campos, referindo à saída de Rocha do ninho emplumado.
E desdenhou: “a saída de Rocha não representa uma perda relevante para o PSDB”. Talvez ele tenha razão nesse aspecto.
Sob o título “Guerra dá carta branca para Campos avançar sobre o PSDB”, o blogueiro do “Diário”, Josué Nogueira diz textualmente: “A boa relação vem de longe. Guerra e Eduardo já foram aliados, hoje estão em blocos opostos, mas jamais foram adversários políticos.
Com estilos semelhante de atuação na política, ele se entendem. Sempre. Os seus respectivos aliados, nos respectivos campos, é que vivem cheios de desconfiança sobre a simbiose entre PSDB e PSB.
Afinal de contas os socialistas sentam-se na mesa com Dilma Rousseff e o PT, mas tomam cafezinho com os tucanos”.
Nos intervalos, janta com Roseana no Palácio dos Leões.
É esse homem, herdeiro de Arraes e, (também) de Zé Serra, que vem aqui levantara bandeira de oposição a Sarney. Logo ele, cujo PSB foi o primeiro partido a nível nacional a defender, até com certa estranheza, a candidatura de Roseana à presidência em 2002, contra a vontade daqueles que hoje lhe dão o passaporte para terminar o trabalho de extermínio do PSDB no Maranhão.
O que será que Caostelo tema dizer sobre isso?
Dino já foi comunista?
O candidato derrotado chorão, Flávio Dino já deve ter esquecido o que diz o Livro Vermelho de Mao Tsé Tung. Se algum dia ele teve algum pendor – talvez na juventude -, para seguir a filosofia comunista, hoje é cada vez maior e mais firme a convicção de que esse foi exatamente isso: um arroubo da juventude.
Depois de se aliar a José Reinaldo, Humberto Coutinho e Jackson Lago para entrar pela porta dos fundos da política, eis que ele surge agora carinhosamente abraçado ao tucano voador Roberto Rocha, símbolo da extrema-direita e herdeiro da política de Lóia, como era conhecido seu pai Luiz Rocha, cuja história deu origem à primeira Lei do Cão e cuja lembrança causa urticária aos professores e médicos da rede estadual, que foram tratados a tacape pelo velho falecido sertanejo.
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