Lobão abriu a temporada de caça à Lula. Calma gente, não é nenhuma aberração da natureza, afinal embora ambos pertençam ao Reino Animal, são espécimes com peculiaridades próprias e vivem em ambientes bastante diversos.
O caçador é ninguém menos que o ex-governador e atual ministro das Minas e Energia, Edison Lobão que, em vias de deixar selva política em face à adiantada idade, vai à caça de um novo mandato de governador antes da aposentadoria compulsória. Mas, para alcançar seu objetivo, precisa afastar outro “bicho”, que nunca integrou o topo da carreira alimentar nos prados maranhenses, mas que a cada dia avança mais e mais sobre um naco do banquete da política maranhense. Esse outro “bicho” tem se mostrado voraz e promove reuniões – que denomina “seminários” – com representantes dos mais distintos da nossa fauna política.
Essa (ou esse) Lula – na verdade o secretário-chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva (DEM), – age com desenvoltura no meio, onde ainda é meio neófito, sob patrocínio do marido da governadora, Jorge Murad, que não quer nem ouvir falar na família Lobão e, principalmente, no leaõzinho senador recém-acidentado, cuja lembrança da passagem pelo palácio da Pedro II sempre lhe causa urticária.
Além do mais, a volta do Lobão aos Leões pode indicar um futuro apoio a uma candidatura de Ricardo Murad à sua sucessão, coisa da qual não querem nem ouvir falar o irmão e os mesmos bichos que tramaram contra sua eleição à Assembleia Legislativa.
Mas se Lula Fernando tem outros primatas e até tubarões a lhe incentivar a entrar no mar revolto da política, faltam-lhe o carisma, os votos e, principalmente, “a bala” que faz de Lobão o preferido dos políticos do grupo.
Enquanto a luta intestina e pelos intestinos dos outros se desenrola nos bastidores, a oposição, como as hienas, fareja os restos para, – quem sabe?, ficar com a melhor parte do banquete e enterrar todas as pretensões de grupo Sarney de se manter no poder pós-Roseana.
Marreca é uma boa caça? 1
Tem circulado em alguns blogs que o presidente e vendedor de cerveja na região do Itapecuru, Júnior Marreca estaria sendo ameaçado de morte. Será? Conheci Marreca quando foi candidato a prefeito da terra dos meus queridos jornalistas Gonçalo Amador e Benedito Buzar. O entrevistei várias vezes e nunca vi nele qualquer pendor para a violência.
Mas isso não se pode dizer de um ou dois abutres que sobrevoam seu ambiente e que podem lhe custar o pescoço. O político, não o físico.
Marreca é uma boa caça? 2
Aliás, sobre o caso da caça ao Marreco, corre uma piada que desmente a versão de que teria sido o Serviço de Inteligência da Polícia Civil que teria desmontado o tal atentado ao pássaro que migrou para a metrópole itapecuruense, mas que é natural da região dos lagos.
Na verdade,foi o Ibama que evitou o abate do prefeito-presidente da Famem. Afinal, matar marreca é crime ecológico, principalmente porque essa ave é rara, está em extinção e só sobrevive graças a alguns abnegados eco-políticos que habitam o Palácio dos Leões.
Roberto é Sarney?
Conheci o já quase tucano e futuro socialista Roberto Rocha quando ele ainda era bebê. Seu pai, Luiz Rocha, ex-líder estudantil e depois governador do Maranhão por obra e graça de Sarney, criava pintos em um sobrado no Conjunto Malvina em frente à nossa casa.
Roberto sempre frequentou o Palácio dos Leões, mesmo antes do pai ser ungido por Sarney.
Toda vez que ele dá um passo na política os adversários lhe revivam a memória e acrescentam sempre algo mais ao seu passado.
Eu, que nunca tive dúvidas, passei a tê-las: afinal, Roberto Rocha é ou não é sarneysista?

Comentários