Sempre disse nos artigos que assinei, nos editoriais que escrevi em jornais ou em posts aqui ou em outros blogs que mantive em outros portais, que nunca acreditei no projeto “messiânico” de Jackson Lago querer ser governador do Maranhão para acabar com a “oligarquia” sarneysista ou para iniciar a utópica revolução do socialismo moreno pregado pelo seu ícone e mentor, Leonel de Moura Brizola, ou a ridícula e caótica ditadura bolivariana do tresloucado e agora doente Hugo Chàvez.

Na minha visão de jornalista com 31 anos de profissão, Jackson tinha um projeto pessoal de poder que, para atingi-lo, atropelava a ética, mandava a honestidade para as caçambas de lixo da extinta Coliseu e aceitava, até, participar de convescotes regados a champanhe com a “filhota da oligarquia”, como ele adorava chamar a governadora Roseana Sarney, durante os programas eleitorais, dirigindo-se a seus incautos eleitores.

Jackson só não admitia uma coisa: o aparecimento de qualquer liderança que pudesse lhe fazer sombra e ameaçar se projeto pessoal de poder. Foi assim, primeiro, com seu irmão Bete Lago, então candidato a prefeito de Bacabal nos idos dos anos 80 e líder disparado em todas as pesquisas. Como manter seu projeto passava pelo controle de alguns colégios eleitorais mais representativos, Jackson lançou-se candidato contra o irmão, dividiu-lhe os votos e acabou permitindo a vitória do candidato do grupo Sarney.

Depois de uma participação pífia na primeira eleição municipal direta pós-ditadura, em 1985, vencida por Gardênia Caostelo – Jackson, oportunista, conseguiu captar o voto oriundo da insatisfação popular para com a prefeita, que teve uma administração desastrosa e desastrada, e ainda arrebanhou os votos da classe média anti-Sarney.

Começava ali uma trajetória política ambígua, tendo que governar fazendo concessões à direita – na Câmara Municipal, comandada seguidamente por Manoel Ribeiro, João Evangelista e Chico Carvalho, expoentes do sarneysismo. Por outro lado, atropela a esquerda que o apoiara desde o início, escorraçando seu vice, Domingos Dutra do gabinete da vice-prefeitura e adota medidas que o afastam de líderes autênticos da esquerda, como Helena Helluy, Conceição Marques, Arlindo Raposo e Conceição Andrade, a quem mais tarde viria a chamar de “vírus da traição”, por não tê-lo apoiado em sua candidatura ao Governo do Estado, tendo optado por Cafeteira, salvo melhor juízo.

Para concorrer pela Frente da Traição ao Governo do Estado e ganhar o apoio do ex-governador José Reinaldo, até então seu inimigo figadal e por quem tinha verdadeira aversão, mas que tinha rompido com seu mentor político José Sarney por problemas na sua alcova, Jackson aceitou entronizar a sua segunda mulher – a primeira morreu num acidente de carro dirigido pelo próprio Jackson, que nunca foi investigado para saber se teve responsabilidade no acidente e nunca teve que responder por isso -, em uma das dezenas de secretarias criadas por Zé Noel para acolher as dezenas de facções que fatiavam o butim do seu desgoverno.

Alguns dirão aqui: “Mas o velhinho já morreu, deixe o cara em paz!”.

Até poderia, mas causou-me estranheza a verdadeira ojeriza do filho de Jackson, Igor Lago, contra o ingresso de Edvaldo Holanda Júnior no PDT. Educado conforme modelo das velhas dinastias que mandavam seus filhos estudarem fora do país, Igor Lago é um absoluto sucesso de desconhecimento junto ao eleitorado, mas, assim como os príncipes herdeiros de reinos distantes, quer se apoderar da “oligarquia” Lago, cujo herdeiro natural, supunha-se ser o tristemente famosos Aderson “Ópera Prima” Lago.

Será que ele puxou ao pai e isso poderá vir a ser a “Dinastia da Inveja”?

 

CARA-PINTADA MATA CH DE ÓDIO

O jornalista Cláudio Humberto, da corja de Fernando Collor que tomou de assalto o país em 1989, não consegue passar uma semana sem destratar com palavras grosseiras os estudantes integrantes da velha e aguerrida União Nacional dos Estudantes.

Destilando seu veneno no seu blog, ele acusa os líderes estudantis de estarem calados diante dos escândalos envolvendo o governo Dilma porque supostamente estariam sendo cooptados com verbas federais.

Na verdade, CH ainda não perdoa os caras-pintadas que, liderados pela UNE, foram às ruas e exigiram a queda de Fernando Collor.

Aliás, só Lula apanha mais que a UNE na coluna de CH. Apenas ressentimento, diriam amantes abandonadas.

 

FHC ESTÁ DOIDÃO

Depois de ter sido relegado ao ostracismo, o octogenário tucano Fernando Henrique Cardoso faz das tripas coração para aparecer na mídia. Primeiro, desafiou Lula para um novo embate eleitoral, mesmo sabendo que seu partido, o PSDB, jamais lhe daria legenda para concorrer a até mesmo a um cargo de guarda noturno. FHC é tão mal avaliado pelo eleitorado que é acusado de ser responsável pelas três derrotas tucanas para Lula e para Dilma.

Agora, o “pretinho de pé na cozinha” vive fazendo apologia da maconha. Ele, que confessou ter dado “uns tapas” na marijuana, vai à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado defender a liberalização do consumo da erva maldita.

Depois da morte da ”chaminé do baseado” Amy Winehouse, FHC deve estar doidão, meu…

 

DOR DE CORNO

Com dor de corno…

Essa deve ser a sensação que o tucano FHC deve estar sentindo. Coitado! Só depois dos 80 anos nosso ex-mascate da Vale e CSN ficou sabendo que era corno da amante, com quem se supunha que ele tinha um filho. O exame de DNA mostrou que, no mesmo período em que ele se achava o pai do Plano Real, outro cara era o Pai Real do filho que ele reconheceu como dele.