Ricardo foi vítima de um complô que uniu aliados e inimigos

O deputado Ricardo Murad toma posse como secretário de Saúde, na próxima segunda-feira, às 11h, depois de ter sido traído por aqueles que antes o bajulavam.

Eu não tenho a menor dúvida que Ricardo foi vítima de um complô que começou a ser gestado logo após as urnas de outubro terem parido uma avassaladora votação ao peemedebista.

E tenho a mais firme convicção que esse complô foi liderado por personagens que permeiam o cotidiano político do parlamentar, inclusive gente graúda no Palácio dos Leões. A traição teria tentáculos no Judiciário, num órgão de apoio à Assembleia, em figuras do Ministério Público estadual, e na própria Procuradoria Geral do Estado.

A atuação de representantes deste último está claramente colocada na ameaça feita pelo ex-procurador-geral José Cláudio Pavão Santana que, em mensagem no seu twitter, disse que ele (Ricardo) não assumiria a AL, e que o deputado supostamente teria contas irregulares tanto na extinta Gerência Metropolitana quanto na Secretaria de Saúde.

Naquela ocasião o complô já estava em andamento. Segundo me confidenciou no começo de dezembro uma fonte com larga circulação nos meios que citei acima, Ricardo não seria eleito presidente. Na ocasião acreditei que era apenas uma opinião pessoal.

Hoje essa fonte me procurou espontaneamente e disparou: “Eu não te disse?”

Caiu a ficha.

Pensei com meus botões. Em trinta anos de jornalismo jamais vi, na Câmara Municipal alguém ganhar eleição sem apoio do Executivo, seja estadual ou municipal.

Revi minhas convicções e me perguntei: teriam cacife para peitar o Governo, os noviços Alexandre Almeida (PTdoB) e Léo Cunha (PSC), Rogério Cafeteira (PMN), Edilázio Jr. (PV), Eduardo Braide (PMN) todos de partidos nanicos e com patronos bem definidos?

Respondam vocês…