FLÁVIO DINO QUER RASGAR A CONSTITUIÇÃO

Dino: soy contra, péro nom muito!
O deputado Flávio Dino aderiu à proposta de golpe lulista. O ex-juiz e ex-jaquista representantes do caciquismo interiorano quer violar a Constituição e premiar a banda podre do petismo com mais um mandato.
Flávio Dino é uma figura inusitada. Filho do intelectual e ex-deputado cassado, Sálvio Dino, que esteve preso com meu pai no 24º durante a ditadura militar, o deputado comunista foi forjado nos melhores colégios e muito jovem entrou para a militância política de esquerda. Preparado, foi um juiz afeito a decisões de cunho social. enveredou pela política pela porta dos fundos, aliado à velhos esquemas políticos corruptos, tanto em Caxias, onde nunca fez política e obteve uma votação consagradora, e em Tuntum, onde reinava o capo de tutti capo da Frente da Corrupção que saqueou o Maranhão e levou ao poder o cassado Chefe Maior, Jackson Lago.
Dino só se deu conta do tamanho da cumbuca em que havia se metido depois de ser rifado por Jackson da corrida pela prefeitura de São Luís. Bateu o pé, choramingou, mas acabou de mãos vazias e sem norte político. Pior: viu outra vez encastelado na prefeitura um filhote da ditadura, a mesma que prendeu seu pai e, supostamente, o jogou nos braços da esquerda festiva.
Flávio Dino, que jura de pés juntos ser constitucionalista, mas que durante a campanha de 2006 me mandou um recado com ameaças veladas de processo para que me calasse apenas porque eu disse que ele conviveu com os Sarney e freqüentava a cozinha do grupo, já havia dado outra prova de seu víeis golpista quando está em jogo seu próprio interesses políticos. É dele a proposta de janela para que os deputados possam estuprar a fidelidade partidária e pular de galinheiro um ano antes da eleição. Dino sonhava ser candidato a governador do Maranhão migrando para o PT e com o apoio de Sarney. Não sonha mais.
A possibilidade do terceiro mandato para Lula soa como golpe. E digo isso com a convicção de quem vota no presidente desde o segundo turno de 1989. Há vinte anos, portanto. Fui contra o segundo mandato para FHC e sou contra o golpismo do terceiro para Lula.
O nosso ex-constitucionalista, ao assinar a PEC que quer dar novo mandato para Lula, rasga a Constituição que ele jurou defender e desnuda sua inequívoca propensão para defender apenas seus próprios interesses políticos.
Além de Flávio Dino, assinaram a PEC os deputados maranhenses Albérico Filho, Pedro Fernandes, Pedro Novaes, Zé Vieira, Sétimo Waquim, Domingos Dutra Washington Luiz, Julião Amin e Ribamar Alves.
Não assinaram o documento Sarney Filho, Gastão Vieira, Davi Alves Filho, Clovis Fercury e Nice Lobão, que ainda podem assinar, e os tucanos Roberto Rocha, Carlos Brandão e Pinto da Itamaraty, que não o fizeram por razões óbvias.
BRASIL, A CLOACA DO MUNDO?
O nordestino é antes de tudo um forte
Para a América protestante, para europeus do leste e do oeste e para asiáticos, tudo o que está do lado de baixo da linha do Equador não passa de cabra da peste. Ou a própria.
Russos, polacos, germânicos, norte-americanos, italianos, japoneses, coreanos e franceses, além do resto de toda a “elite de olhos azuis”, têm a firme convicção de que, ou não passamos de silvícolas que andamos nus entre as árvores de alguma floresta tropical, ou somos pais subnutridos de meninas de 10, 11, 12, anos, de Copacabana, Guarujá, Praia do Futuro ou dos Lençóis Maranhenses, à espera de euros e dólares para se prostituir.
Todos nós brasileiros, indistintamente, somos, para eles, de um lugar longínquo e perdido em algum canto abaixo da linha da cintura do mundo. Próximo à genitália. Somos, para eles, tipo índio, essa “gente sem alma” e sem sentimentos. Todos nós. Todos, inclusive os descendentes da tal “elite de olhos azuis”, que escolheu, para fugir das desgraças que sempre assolaram o Velho Mundo, a parte mais baixa do lado de baixo do Equador. O chamado Sul Maravilha.
Brasil é, então, a cloaca do mundo? Talvez!
Para eles somos todos, nordestinos, nortistas e sulistas, brasileiros de todos os cantos, a ralé, a escória.
Mas, se aos olhos desses povos somos uma gente mestiça, mistura de negros, índios e bandidos europeus vindos de Portugal, – o “Brasil” da Europa -, parte dessa ralé é igual a eles. Ou pelo menos age como tal. É a parte que vive no Sul Maravilha e se acha diferente do pessoal aqui de cima do mapa do Brasil. E nos discrimina como o fazem os outros em relação ao Brasil. Nos discriminam, ainda que se dependurem em barracos nos morros ou se enterrem para dormir nos túneis das redes de esgotos e sob viadutos; ainda que morem em prédios suntuosos dos Jardins Paulistas, no Jardim Botânico, na Pampulha, Gramados ou Campos de Jordão; ainda que muitos, com dólares e euros subtraídos desta Pátria Mãe Gentilíssima, sustentem o comércio internacional de drogas pesadas e guardem suas riquezas em paraísos fiscais; ainda que seja nossa hipócrita e corrupta classe média, que suborna o guarda de trânsito, fura a fila, paga propina aos agentes do fisco e, cinicamente, faz passeata (carreata?) contra qualquer Governo quando sente ameaçados seus privilégios, obtidos à custa da miséria e da desgraça da maioria mestiça que se arrasta nos guetos de qualquer cidade deste país.
Vocês indagarão: qual o motivo para tamanha virulência contra nós, os sulistas? A resposta está na ponta da língua, numa ânsia incontida de gritar contra toda essa hipocrisia: o motivo é esse silêncio ensurdecedor de jornais, revistas e TVs, instituições, bancos, Ong’s e dos nossos governantes ante a tragédia das enchentes que assola a parte mais próxima da linha do Equador. O mais chocante é, contudo, a grave omissão das pessoas. Vejo blogs, jornais, sites, etc., numa terrível e angustiante ignorância sobre o que se passa aqui. É como se a esse fenômeno que causa dezenas de mortes, desabriga centenas de milhares de brasileiros, destrói casas e plantações, mata o gado, divide famílias, separa pais de filhos e coloca na mais absoluta indigência brasileiros que são tão brasileiros quanto aqueles que, europeus, americanos do norte e asiáticos pensam que andam nus na Avenida Paulista, mesmo de terno e gravata.
Não! Minha gente sertaneja, essa gente brava e forte, como cantou Gonçalves Dias, não quer esmolas. Quer igualdade! Não a igualdade estúpida que nossos antropólogos e sociólogos de gabinete querem impor ao Brasil, num apartheid tupiniquim, ao criar cotas para separar brasileiros brancos (?) e não brancos.
O que essa gente de toda cor quer, inclusive os de olhos azuis – sim, nós também temos muita gente de olhos azuis – é o direito à ajuda que teve, durante sua recente tragédia de enchentes, o estado de Santa Catarina, um estado tão rico quanto o total dos estados nordestinos e nortistas invadidos pelas águas de março, abril e maio.
Essa gente quer, também, o fim da omissão de nossos irmãos brasileiros. Afinal, somos todos irmãos. Na chuva ou na seca. Na praia ou sob os rios. Ou somos todos pobres miseráveis morais, como acreditam piamente os big brothers que habitam as nações ricas da parte de cima do umbigo do mundo? Somos?
JACKSON VAI VIRAR PEÇA DE MUSEU

JACKSON DEVE FICAR MAIS OU MENOS ASSIM AO SER EMPALHADO
Está todo mundo querendo que o pobre do “bom velhinho” seja escorraçado do Palácio dos Leões, sede do governo estadual, para que Roseana possa retomar seu gabinete institucional. Aliás, tem gente com idéias estapafúrdias: uns querem que se fechem as torneiras do palácio; outros, que se faça um apagão e o Chefe Maior volte às trevas, de onde nunca deveria ter saído; mas, pasmem!! (adoro essa palavra, ela me lembra muito do balaio Rubem Brito), há até mesmo quem queira que se mandem fechar os banheiros para que o governador cassado experimente do seu próprio veneno e vá fazer cagada em outro lugar.
Todos querem detonar o pedetista. Eu, sinceramente, sou contra. Se tirarem todos esses serviços essenciais, os funcionários administrativos do Palácio dos Leões, que não tem nada a ver com a crise existencial do ex-chefe, vão padecer de sede, ficarão expostos ao calor e, sem banheiros, poderão sujar as próprias calças, coitados. O pior é que, no escuro, a Polícia não vai conseguir ver o que o pessoal da roubalaiada está afanando nas caladas da noite do nosso maior monumento histórico, assim como os líderes da Frente da Traição fizeram com nossos cofres.
Por isso, sou terminantemente contra a expulsão de Jackson Kepler Lago do Palácio dos Leões. Ao contrário, acho que Roseana poderia ficar despachando mesmo de sua casa ou, no máximo, governaria a partir do Palácio Henrique de La Rocque. Em contrapartida, a governadora baixaria um decreto transformando o Palácio dos Leões em museu natural.
Para quem não sabe, um museu natural é um local de luxo onde se guardam fósseis de espécimes em extinção.
E Jackson ficaria lá, empalhado no hall principal, na direção de sua camionete comprada em 36 prestações, de fundos para seu apartamento de frente pro mar. Ad perpetuam rei memoriam.
Já imaginaram? Um dinossauro nos Leões?
Nada mais natural, não?
JOÃO PALÁCIO
Encontrei ontem um amigo que não via há muitos anos. Nossos carros estavam com os pneus furados depois de cairmos numa mesma cratera em frente ao terreno no Cohafuma, pertencente ao ex- e já quase futuro suplente Afonso Manoel.
Desalentado com tantos buracos, ele me disse que estava frustrado com a administração municipal. E disse-se: “sou amigo de Tadeu Palácio e, quando encontrá-lo, vou cobrar a situação de caos em que a cidade está”.
Surpreso, retruquei: “Ei, mas São Luís tem um novo prefeito. É o João Castelo”.
E ele, estupefato: “Ué, mudou? Eu nem notei!”
Foi só aí que percebi que tudo continua como antes. Ou seja, não sei se quem governa a cidade é João Palácio ou Tadeu Castelo.
IMPRENSA ROSEANISTA
Nos últimos dois anos eu e mais alguns jornalistas do Sistema Mirante éramos os únicos jornalistas chamados de roseanistas. Uma ofensa inominável. Eu até ouvi de um antigo subordinado meu no extinto Jornal de Hoje a seguinte crítica. “Quem diria, hein, Regis Marques, trabalhando para Ricardo Murad!”.
Pois é. Ontem, durante a posse de Roseana, a bancada roseanista havia crescido consideravelmente. No comitê de imprensa, lotado, só dois ou três jornalistas eram, agora, da bancada jackista.
Huuumm, nada mal.
JACKSON, O CORONEL
Li no UOL e depois encontrei a notícia sintetizada no blogue do grande jornalista Roberto Kenard uma entrevista do professor de Direito Constitucional da PUC, Pedro Serrano na qual ele sustenta que a pecha de coronel que Jackson sempre atribuiu a Sarney cabe agora como uma luva nele próprio, o Chefe Maior.
Serrano acusa o governador cassado de ser imperialista, coronelista e prega o uso de força policial para prender e expulsar o jurássico do palácio da Praça Pedro II. E, se necessário, pode ser feita uma intervenção federal para que a decisão do TSE seja cumprida. Até que a situação volte à normalidade.
Escute a entrevista completa aqui:
MARCELO TAVARES NÃO PASSA CARGO A ROSEANA

Ricardo articula para transição ser pacífica

Ricardo articula para transição ser pacífica
Apesar do discurso apaziguador e da disposição de – ainda que não colabore -, não causar embaraços ao processo de transição do governo de Jackson para o de Roseana, nesta sexta-feira, o presidente da Assembléia Legislativa Marcelo Tavares, não deve mesmo dar posse a Roseana Sarney após a diplomação dela pelo TRE pela manhã.
Sobrinho do ex-governador José Reinaldo, atual desafeto de Roseana, ele deve atender ao apelo do tio para que não compareça à posse e pode deixar a transmissão do cargo para o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Raimundo Cutrim.
NOVOS TEMPOS
Líderes dos dois grupos vem tentando demover o presidente da AL dessa intenção, mas até ontem ele vinha mantendo sua firme disposição de atender aos apelos de José Reinaldo. No sábado, ele passou algumas horas em companhia do deputado Ricardo Murad, líder da oposição e cunhado de Roseana. O encontro aconteceu na casa do empresário Eduardo Lago, cunhado de Ricardo e primo do ainda governador Jackson Lago. A conversa, cordial e civilizada, versou, é claro, sobre o processo de cassação e a transmissão de cargo. Tavares disse a Ricardo que respeitaria a decisão do TSE, mas não faria a troca de comando.
Ricardo disse entender a postura do colega de parlamento, mas sugeriu que ele, num gesto de grandeza e isenção, presidisse a sessão da posse. Não conseguiu demovê-lo. Na terça-feira, em conversa com um grupo de deputados, após a sessão, Ricardo ouviu do deputado Arnaldo Melo que Marcelo Tavares poderia mudar sua postura. Até ontem à tarde isso ainda não havia acontecido. O líder do BPO e provável futuro secretário de Saúde, lamentou a postura do colega, mas disse compreendê-la. Murad disse que a transmissão via Raimundo Cutrim não vai alterar nada, exceto alguns requisitos protocolares.
Pelo jeito o Maranhão já respira novos ares.
CURTA ESSAS
ABRE PARENTESES
Por dever de ofício estive distante do blog por alguns dias. Tarefas ligadas à sucessão estadual e, em seguida, um merecido repouso em Barreirinhas, fizeram com que deixassem meus poucos leitores a ver navios. Mas cá estou outra vez.
CONFLITO
Uma decisão da nova direção da Assembléia Legislativa causou revolta e indignação entre os servidores daquele Poder: a suspensão da concessão do ticket alimentação para os trabalhadores efetivos causou comoção, principalmente entre os funcionários hierarquicamente mais baixos. Apesar da insignificância do valor, 200 reais, muitos já contavam com esse dinheiro em seu orçamento.
Ontem, presenciei um cidadão, que se dizia militar e lotado no Gabinete Militar da AL e que nunca vi naquele Poder, pedindo para falar com o diretor de Recursos Humanos para cobrar seus tickets. Um abuso!
Presidente, priorize o pessoal da Casa.
DANÇA DAS CADEIRAS 1
Há muita gente garantindo que já foi convidado para assumir uma secretaria no futuro governo. Parece até aquela brincadeira de criança em que são colocadas algumas cadeiras no centro da sala, sempre em número inferior ao de crianças. Quando a música para todos sentam, mas um sempre sobra e fica de pé. No final da brincadeira, ficam só dois e uma cadeira.
Mas como a física é implacável e reza que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, apenas uma criança ganha a brincadeira.
Essa disputa por secretarias é mais ou menos assim. Como há mais pretendentes e menos cadeiras, sempre vai sobrar gente
DANÇA DAS CADEIRAS 2
Entre os nomes citados, os mais lembrados são Ricardo Murad (Saúde), Cutrim (Segurança), Max Barros (Infra-Estrutura), João Abreu (Casa Civil) e César Pires (Educação). Estes só não assumem se não quiserem, mas poderão indicar quem quiserem para essas pastas. Há, ainda, Sérgio Macedo, na Comunicação. Mas um passarinho me soprou que na Secom pode haver uma surpresa e o próprio Macedo indicaria uma mulher para a pasta.
Outros nomes na vitrine são: Luciano Moreira (Administração), Marcos Coutinho Lobo (Procuradoria Geral do Estado), Marly Abdala (ainda indefinido).
TANCREDO
Essas listas sempre lembram um caso contado em várias versões, quase sempre com atores diferentes, mas que acabam tendo um fundo de verdade. Dizem que ao ser eleito primeiro-ministro no governo de Jango, Tancredo Neves foi procurado por um político que sonhava com uma pasta. Ao recebê-lo Tancredo teria ouvido dele que muitas pessoas vinham indagando se era verdade que o mesmo havia sido convidado para ocupar um cargo no governo. “Não sei o que responder a eles, dr. Tancredo. O quê devo dizer a eles?, indagou.
Tancredo, mineiramente, disparou. “Diga que foi convidado, mas recusou!”
Essa vai ser a desculpa de muita gente que foi pro lado de lá, quer voltar e vai ficar com as mãos abanando.
JACKSON TEM SURTO DE ROSEANITE
A cassação do mandato parece ter feito um bem danado ao já quase ex-governador Jackson Lago. Tido e havido como carrasco dos servidores públicos, o ainda Chefe-Maior parece tomado de um surto de Roseanite e resolveu, no ocaso de sua administração, fazer justiça àqueles que foram perseguidos, humilhados e até sacaneados pela atual administração.
Mas não se iludam. Jackson não tem o que chamam de pacote de bondade. Ao contrário: a intenção dele é causar problemas à futura administração de Roseana para, talvez, inviabilizar o governo dela e incompatibilizá-la com professores, policiais e as outras categorias do funcionalismo.
Só depois de cassado o pacote do pedetista inclui alguns pleitos dos servidores que sempre foram negados, inclusive a golpes de cassetete da “briosa” que, a mando do midiático coronel Melo, espancou e até ameaçou alguns colegas da Polícia Civil, que exigiam a implantação do seu Plano de Cargos e, também, nos professores, que, à revelia do seu sindicato e apenas com o apoio dos deputados de oposição liderados por Ricardo Murad, se posicionaram contra os cortes de seus salários e a implantação dos subsídios.
E O HOMEM SURTOU…
Além de repetir sua lenga-lenga – que ninguém mais acredita – de que é um homem honesto e humilde, que comprou uma camionete de última geração em 36 prestações e um cinematográfico apartamento com vista para o mar apenas com seu salário de velhinho aposentado, Jackson não fez outra coisa na vida a não ser criticar e esculhambar Sarney e Roseana, exceto no episódio da famosa champanhe no Calhau que todos conhecem e que até hoje soa como seu réquiem de político demagogo e mentiroso.
Pois bem, o homem surtou. Está passando por um rigoroso processo de Roseanite e está distribuindo benefícios à torto e direita. Ou seja, quer deixar um legado de benefícios para os trabalhadores do setor público. Os policiais civis, que ele e a secretária cidadã mandaram baixar o cacete durante a greve da categoria, ganhou seu próprio estatuto depois de serem humilhados há até 3 meses atrás.
O mais cínico, ops, “elevado” ato de Jackson “Gautama” Lago foi revogar as excrescências impostas pela Assembléia Legislativa no Estatuto do Magistério criado por Roseana em 1994. Em 2003, já pensando em montar o esquema de corrupção para ganhar a eleição de 2006 a qualquer custo, José Reinaldo impôs e a maioria governista subserviente da AL aprovou um pacote de maldades, suprimindo conquistas e revogando artigos da lei que criou o estatuto que fixavam normas para a progressão funcional dos professores.
Agora surtado, Jackson revoga as medidas arbitrárias de seu patrono, padrinho e sócio na Frente da Traição e, pasmem!, restabelece, na íntegra, os artigos que estabeleciam os ganhos da categoria.
Porém seu surto de Roseanite, ou seja, o de protetor dos fracos, chegou tarde demais. Policiais e professores, que ao contrário do que pensa a turma da “roubalaiada”, nada têm de ignorantes e são capazes de perceber perfeitamente que, embora as medidas sejam justas e os beneficiem, o Chefe-Maior só tomou a decisão de restabelecer algumas conquistas pressionado pela má fama e pelas pesquisas de opinião que o colocam como o governador mais corrupto e mais fraco da história do nosso estado.
Como se vê, a cassação fez um bem danado a Jackson. Talvez ele queira que outros de seus aliados, como Vidiga, Zé Noel, Dobingos Dutra e até Aziz experimentem desse mesmo veneno.
Já pensaram?
TEMPO DA ROUBALHEIRA, TEMPO DA EXPLORAÇÃO.
JACKSON CONFIRMA O QUE TODOS SABIAM:
GOVERNO ZÉ REINALDO ERA SÓ CORRUPÇÃO
Por Evan de Andrade
Os ares não andam muito bem na “Frente de Libertação do Maranhão”. É que nos últimos dias, após a cassação do Gov. Jackson Lago por crime eleitoral, cometido nas eleições de 2006, chegam-nos informações que seus aliados estão realizando internamente uma temporada de “caças as bruxas”, enquanto outros estão “pulando fora do barco” que naufraga.
É tiro pra todo lado no arraial jackista. No dia 30 de março, inclusive, o próprio governador, em seu discurso de inauguração do Hospital Regional de Presidente Dutra, que ainda esta em construção, referiu-se ao governo de seu antecessor e aliado José Reinaldo Tavares, como: “tempo da roubalheira, tempo da exploração”.
“(…) Somos nós que vamos mostrar que aquele tempo da roubalheira, aquele tempo da exploração, que aquele tempo acabou há DOIS ANOS ATRÁS” (sic) disse,ipsis verbis, o Governador Jackson Lago. É bom lembrar que nesse período o Maranhão era governado por José Reinaldo Tavares.
Ninguém entendeu tal declaração, até porque o ex-governador foi o principal articulador e artífice da intitulada Frente de Libertação que conduziu Jackson Lago ao executivo estadual. É desespero, é desespero, é desespero.
100 POR CENTO DE SATISFAÇÃO
Há causas que a gente abraça e que muitas vezes nos provocam dor e tristeza. Outras provocam em nós uma espécie de orgasmo, com 100 por cento de satisfação. Foi assim com a equipe do extinto jornal Veja Agora, o qual tive a honra de comandar a equipe de Redação durante a campanha eleitoral de 2006, quando se contrapuseram Roseana e a trinca híbrida do que, então, chamei de “monstro tricéfalo”, composta por Jackson Lago, Aderson lago e Edison Vidigal.
Fizemos um trabalho hercúleo de prospecção dos atos criminosos praticados pela tal Frente da Libertação, capitaneada então pelo ex-governador José Reinaldo Tavares. Dia a dia nossa equipe esquadrinhava página a página o Diário Oficial do Estado. Coordenada pelo então estagiário – mas já um grande profissional – e hoje jornalista Gilberto Léda II, a equipe coletou e tabulou dados sobre a realização de convênios, dispensas de licitação, atos de inexigibilidade e licitações fraudulentas com prefeituras, associações fantasmas e prefeituras comandadas por corruptos. Resumindo: conseguimos reunir dados sobre a malversação de quase um bilhão de reais. Esse dinheiro decidiu a eleição em favor de Jackson Lago.
A derrota no dia 28 de outubro de 2006 nos levou a um sentimento de frustração: a corrupção, o desmando, o cinismo haviam vencido. Vi colegas chorando. Graças ao apoio de minha família eu me mantive sereno, embora experimentando uma descrença absoluta no sistema republicano.
Esses dados, coletados por nós, serviram de base para o ingresso do Recurso Especial contra a expedição do diploma de Jackson, acolhido pelo TSE na sessão do dia 3 de março em sessão memorável e que acabou cassando o mandato do governador. Meu “orgasmo” moral foi memorável.
No dia seguinte, retomei a rotina de trabalho no gabinete do Bloco Parlamentar de Oposição – BPO, cujo líder é o deputado Ricardo Murad. À primeira leitura encontrei no dia 4 de março, horas depois da cassação de Jackson, uma suplementação de verbas no valor de R$ 5 milhões para a Secretaria de Comunicação. A notícia me chamou a atenção porque sei que é através da Secom que é feita a maioria dos esquemas de malversação de verbas públicas. Já o era no governo de Jackson Lago e continuou no atual. Mostrei ao deputado. Em princípio, ele disse que achava que muito pouco poderia ser feito. Nos dias seguintes as suplementações continuaram. E ganharam vulto. Voltamos ao pente fino sobre o Diário Oficial. E o que vimos era escandaloso. Dezenas de milhões de reais eram “suplementados” todos os dias. Ou seja, alocados para secretarias comandadas por aliados do esquema do governador, antes mesmo que algumas dessas secretarias tivessem sequer abertos os orçamentos do exercício financeiro de 2009. As suplementações tinham um único fim: secar os cofres públicos e reforçar os cofres de uma banda podre da administração estadual.
Passamos a abastecer o jornal “O Estado do Maranhão”, blogs e até jornalistas de outros estados, com levantamentos diários sobre o novo modelo de corrupção adotado pelo governo que está prestes a se encerrar. A assessoria jurídica do BPO também foi acionada e levei, pessoalmente, ao advogado Marcos Lobo os dados necessários para o ingresso de uma ação popular pedindo a suspensão da liberação dos recursos e a proibição ao governador de fazer novas suplementações.
Ontem, o juiz Megbel Abdala concedeu liminar atendendo a solicitação de Ricardo Murad. Ter ajudado a impedir a sangria dos cofres públicos me fez sentir outra vez aquele jovem rebelde que se encantou com Che Guevara e queria mudar o mundo. E mais: me deu a satisfação de 100 por cento de satisfação. Como um jovem cheio de vitalidade.
NA RETA FINAL

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ALÔ, ROSEANISTAS!
JÁ TENHO DISPONÍVEL O CD COM AS MÚSICAS DE CAMPANHA DE ROSEANA, INCLUSIVE A TOADA “A GUERREIRA ESTÁ VOLTANDO”. QUEM QUISER UMA CÓPIA PODE LIGAR PARA O NÚMERO 8137-2382.
JORNALISTAS, UNI-VOS!
Entra em pauta no Supremo Tribunal Federal – STF, ainda na primeira quinzena deste mês a revogação da Lei de Imprensa, conforme proposta do deputado federal Miro Teixeira. A reboque, o STF também vota na mesma sessão a exigência do diploma para jornalista. É hora da gente se unir.
Ou teremos que escolher entre jornalistas e picaretas. Aliás, também existem picaretas – e muitos – de diploma.
O que não podemos é deixar que roubem nossas conquistas e a nossa profissão seja invadida por ex-deputado, ex-governador, ex-ministro, e por secretários em fim de mandato.
SERRA GRANDE OU GRANDE SERRA?
O governador José Serra ganhou uma bocada da grana da enrolada Camargo Correa. Mais de R$ 1 milhão, mas o Jornal Pequeno faz de conta que não é com ele.
Para tentar ajudar o compars, ops, o amigo, FHC disse que não há nada de mais em arrumar um troco por fora.
GILAMAR VOLTA ATRÁS NO CASO DO GRAMPO
O jornalista Luiz Carlos Azenha publicou em seu blog um excerto da entrevista do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, sobre o suposto caso de que teria sido vítima por parte do delegado Protógenes, que prendeu Daniel Dantas. Mendes chega a por em dúvida a veracidade da denúncia e sugere que foi a Veja quem mostrou o tal grampo. Não teria sido a Veja quem grampeou o ministro. Abaixo, o texto de Azenha.
“Eu acho que desconfio que não tenho certeza”
(Publicado em 24 de março de 2009 às 18:56)
“O leitor Nonato chamou minha atenção para um trecho da entrevista que Gilmar Mendes deu à Folha de S. Paulo. Todo o escândalo sobre o grampo do qual ele diz ter sido vítima, ele agora admite, ‘pode ter sido alarme falso’:
Grampo em seu gabinete
“Pode ter sido um alarme falso, mas havia esses dados [suspeitas]. Eu tinha estado aqui em São Paulo, em um evento, logo em seguida recebi o telefonema me informando que eu estava sendo monitorado. [...] Recebi um repórter da revista ‘Veja’ na minha casa que me mostrou a transcrição de um áudio de uma conversa minha. E de fato eu tinha feito aquela conversa. [...] Eu não sei realmente quem fez o grampo, sei que essa situação toda ficou em um Estado de descontrole. [...] Se a historia não era verdadeira, era extremamente verossímil diante de todo aquele quadro.”
NOTA DESTE TRADUTOR: Perdeu uma boa oportunidade de ficar de boca fechada
DINO PROPÕE FIM DA VITALICIEDADE DOS MEMBROS DO SUPREMO
O deputado caxiense de Tuntum Flávio Dino comprou uma briga boa com seus ex-colegas de magistratura. Apresentou proposta de Emenda Constitucional (PEC), fixando em 11 anos o limite máximo para o tempo de exercício de mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Dino, que é ex-juiz federal, quer acabar com a vitaliciedade do cargo e reduzir o poder que os membros da corte detêm. Ele alega, porém, que quer permitir a renovação permanente do STF e propõe que a indicação dos membros passe, também, pelo Congresso Nacional e não só pela Presidência da República, a exemplo do que acontece hoje.
Pelo atual sistema a composição do Supremo parece dividida em capitanias. Não se fala que este ou aquele ministro ascendeu ao cargo pelos seus próprios méritos. Sempre estão indelevelmente vinculados a este ou àquele presidente ou ex-presidente. Assim, o atual presidente, Gilmar Mendes seria da cota de Fernando Henrique Cardoso, enquanto o intrépido Joaquim Barbosa, uma grata surpresa naquela corte, seria da cota de Lula, junto com todos os outros nomeados desde 2003.
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